Domingo, dia 18 de outubro de 2026.
Is 45,1.4-6
Sl 95(96)
1 Ts 1,1-5
Mt 22,15-21
Pagar imposto a César era reconhecer o “deus César”, em contraste com o “Deus de Jesus”, e reconhecer a “submissão à servidão”. Jesus mostra que não é lícito César tomar o lugar e o nome de Deus. Tudo a Deus pertence. Não podemos adorar a “Deus e a César”, eles não estão no mesmo plano.
https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/
O tributo a César deve ser pago, porque a efígie na moeda é sua, mas o homem, cada homem, traz em si mesmo outra imagem, a de Deus, e portanto é a Ele, e somente a Ele que cada um é devedor da própria existência. Esta palavra de Jesus é rica de conteúdo antropológico, e não pode ser reduzida unicamente ao âmbito político. Portanto, a Igreja não se limita a recordar aos homens a justa distinção entre a esfera da autoridade de César e a de Deus, entre o âmbito político e o religioso.
https://www.vaticannews.va/pt/palavra-do-dia.html
Uma armadilha, eles mandam uma comitiva até Jesus, composta de dois grupos antagônicos: fariseus e herodianos. O nome do imperador era Tibério César, sendo “César”, na verdade, um título de imperador. Os fariseus consideravam um sinal de idolatria ter a imagem do imperador estampada na moeda. Os herodianos eram colaboracionistas, eram favoráveis ao imperador, a Herodes. Dois grupos opostos, um apoiava e o outro rejeitava. E como é que Jesus sai dessa? Jesus conhece a malícia humana. Ele chama os dois grupos e diz: “vocês são atores, vocês são fingidos.” Jesus não quis fazer um discurso defendendo aqui a separação Igreja-Estado. Deus deve ter o primeiro lugar acima de toda e qualquer estrutura, mesmo as estruturas estatais.
https://homilia.cancaonova.com/pb/
Elogio dos hipócritas:
https://www.youtube.com/watch?v=TU-R-MN4Ptc
Quando elogiamos, devemos reconhecer o dom de Deus na vida da outra pessoa?
Reconhecer o dom de Deus ao elogiar alguém transforma um simples elogio em um ato de gratidão e humildade. Em vez de inflar o ego, esse tipo de atitude direciona o mérito para o Criador, lembrando que nossas habilidades e virtudes são presentes divinos para serem compartilhados com o mundo. Além de edificar quem recebe, esse reconhecimento fortalece a nossa própria espiritualidade.
A pessoa que recebe um elogio deve agradecer a Deus pelo dom que Ele lhe deu?
Receber um elogio pode ser um momento de reflexão, e muitas pessoas compartilham dessa visão de direcionar a gratidão a algo maior. Essa é uma perspectiva profundamente ligada à humildade e à espiritualidade, onde se reconhece que as habilidades, talentos ou virtudes que as pessoas elogiam são, na verdade, presentes divinos. Para quem tem fé, agradecer a Deus é uma forma de manter os pés no chão e lembrar da origem de suas capacidades. Por outro lado, muitas vezes, um dom precisa ser cultivado com dedicação, treino e resiliência. Por isso, também é natural e saudável que a pessoa sinta gratidão pelo seu próprio trabalho e pelas oportunidades que teve. No fim das contas, a forma de reagir a um elogio varia de acordo com as crenças e os valores de cada um:
- Foco na fé: atribuir o mérito ao Criador como ato de devoção.
- Foco no esforço: reconhecer a dedicação pessoal e o aperfeiçoamento do talento.
- Equilíbrio: agradecer a Deus pelo dom e, ao mesmo tempo, valorizar o esforço feito para desenvolvê-lo.
Qual deve ser o papel da religião na busca pela liberdade do ser humano diante de um Estado totalitário?
Diante de um Estado totalitário, o papel fundamental da religião (ou da consciência espiritual e moral) é preservar a dignidade humana transcendente, recusando-se a aceitar que o poder político seja tratado como absoluto ou divino.
Funções da religião contra o totalitarismo:
- Resistência moral e ética (padrão de verdade e justiça superior às ordens arbitrárias).
- Refúgio da consciência (espaço de preservação da liberdade interior de pensamento, consciência e culto).
- Articulação comunitária e social (organizações e líderes religiosos frequentemente funcionam como redes de apoio clandestinas ou de resistência cívica).
- Lembrete dos limites do poder (o Estado não é o criador da moralidade e não possui legitimidade para ditar a consciência ou a alma dos cidadãos).
O equilíbrio histórico:
- Evitar a inversão de papéis (não buscar substituir o totalitarismo estatal por um totalitarismo religioso ou teocrático).
- Defesa dos Direitos Humanos (a liberdade de crença e consciência é um pilar inalienável que protege tanto teístas quanto não-teístas).
“Pedro e os apóstolos responderam: Deve-se obedecer antes a Deus que aos homens.”
Atos dos Apóstolos 5,29
O Estado e os governantes não são deuses:
https://www.youtube.com/watch?v=TnAXsEBwY00
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